Somos todos Chapecoense

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Hoje acordamos com uma notícia triste em Chapecó, no oeste de Santa Catarina, em todo Estado, no Brasil, na América Latina, no Mundo.

Uma dor difícil de descrever, difícil de mensurar, difícil até de falar sobre ela. Acordamos mudos, onde apenas olhares mostram a dor que emana de nossos corações, não precisando nada ser dito, pois tudo está sendo sentido.

Uma nuvem paira pelo oeste catarinense no dia de hoje, e tudo que podemos fazer é pensar nas famílias – dos atletas, da equipe técnica, dos jornalistas, dos convidados, dos tripulantes, de todos que estavam naquele avião – pensar nos amigos, nos torcedores, no povo de Chapecó, pensar e apenas mandar forças para todos que de uma maneira ou de outra estão sofrendo com essa tragédia.

Nós da ECON também sentimos essa perda. #ForçaChapecó #ForçaChapecoense

Abaixo segue um pensamento de Fabrício Carpinejar sobre a nossa querida Chapecoense.

SOMOS TODOS CHAPECOENSE

E quando uma cidade inteira morre? Uma cidade para no ar?

Quando uma cidade some e o sangue se transforma em vento?

Quando os relâmpagos emudecem. Quando as estrelas ficam envergonhadas de brilhar e o sol de aparecer.

Quando uma cidade perde as suas residências dentro de um avião? Porque cada homem era uma casa, uma família, uma esperança.

A queda da aeronave na Colômbia que levava o time do Chapecoense matou toda Chapecó na madrugada desta terça-feira (29/11). Porque Chapecó era o Chapecoense. Nunca vi uma torcida como aquela: pais, mães e filhos levantando bandeiras na Arena Condá.

As ruas se esvaziavam para ouvir melhor o coração do estádio.

Uma equipe movida pela alegria dos moradores que incentivaram com a loucura infantil do bairrismo e da gincana. Um viveiro de vozes, uma caixa de ressonância de gritos.

Uma equipe que veio de baixo, da mais simples e monocromática chuteira, da pobreza da grama em 43 anos de história, que subiu da série D para A em apenas seis anos em 2013, campeão catarinense por cinco vezes, que se manteve com prestígio na elite do futebol brasileiro e que disputaria a final da Copa Sul Americana na próxima quarta, o que seria seu maior título. Novatos no triunfo, mas veteranos na resiliência.

22 mil pessoas nas arquibancadas eram 210 mil pessoas na cidade. 74 mortos são 210 mil chapecoenses.

Não duvido que um país inteiro não tenha definhado junto em Rionegro, perto de Medellín, na Colômbia.

Jamais contaremos os mortos da tragédia. Jamais saberemos ao certo o número de mortos. Somos hoje todos desaparecidos.”